quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Minha maior carência

Embora minhas carências me levem a orar, orando fico face a face com minha maior carência: um encontro pessoal com Deus.
``A oração que se baseia no relacionamento, e não na negociação, pode ser a maneira mais libertadora de nos conectarmos com um Deus cujo ponto de vista nunca poderemos assimilar e mal conseguimos imaginar.``

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Por que orar?

Entre outras coisas Philip Yancey em seu livro ORAÇÃO - Ela faz alguma diferença? escreve:

``Preciso da visão corretiva da oração porque durante o dia inteiro perco de vista a perspectiva de Deus. Ligo a televisão, e lá vem uma enxurrada de comerciais garantindo-me que o sucesso e a realização pessoal são calculados pelos bens e pela aparência física.Dirigindo pelo centro, vejo um mendigo grisalho prostrado junto a saída da rodovia, segurando um cartaz :``uma ajuda por favor! Deus lhe pague``, e desvio o olhar. Ouço o noticiário falando de um ditador africano que acaba de destruir uma comunidade inteira de grileiros numa operação chamada Varrer o Lixo, deixando 700 mil pessoas desabrigadas. O mundo obscurece nossa visão de Deus.

A oração e somente ela, recupera minha visão, deixando-a mais parecida com a visão de Deus. Acordo da cegueira para ver que a riqueza se infiltra como um terrível perigo, não como um objetivo digno da minha luta; que o valor depende não da raça ou do status, mas da imagem de Deus que a pessoa traz em si; que nenhum esforço para melhorar a beleza física tem relevância no outro mundo.

O mistério, a consciência de outro mundo, a ênfase no ser mais que no fazer e até mesmo os poucos momentos de quietude não me ocorrem naturalmente neste mundo febril e barulhento. Preciso achar tempo e permitir que Deus alimente minha vida interior.

Somente por meio da oração posso crer nessa verdade no meio de um mundo que conspira para suprimir a Deus, e não para exaltá-Lo.

A oração permite que eu admita minhas falhas, fraquezas e limitações perante aquele que responde à vulnerabilidade humana com infinita misericórdia.

A oração proporciona-me um lugar para expor dúvidas e queixas - em suma, minha ignorância- e submetê-las a ofuscante luz de uma realidade que não posso compreender, mas na qual, aos trancos e barrancos, posso aprender a confiar. A oração é pessoal, e minhas dúvidas assumem um tom diferente à medida que conheço a Pessoa a quem as apresento.

A oração é uma declaração da dependência de Deus.

A oração é o ato de ver a realidade do ponto de vista de Deus.

Orar significa manter a companhia de Deus, que está sempre presente.``

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Depender de Deus é o lugar em que preciso permanecer

Estou de volta das férias de muletas!Ufa!!!!
Já há algum tempo tenho um questionamento: sou teimosa ou determinada? Determinação fala de não desistir, de perseverar, de lutar por aquilo que se deseja e acredita, mesmo quando uma ``multidão`` diz não.Essa multidão pode ser pessoas ou sentimentos ou circunstâncias contrárias. E teimosia, fala de quê? Fala de insistir em um erro!?
Enfim a decisão de viajar de férias de muletas com 2 filhos de 5 e 8 anos foi teimosia ou determinação?
Depois de 2 dias em Porto de Galinhas (PE), no meio da noite meus 2 filhos começaram a vomitar.Tive que deixar as muletas para cuidar deles, e lógico comecei a orar!!! Como eles não paravam de vomitar tive que levá-los a um posto de saúde que ficava na vila de Porto de Galinhas, minha cunhada foi comigo.
Chegando no posto de saúde pensei ``meu Deus que lugar é este?`` tamanha precariedade!!! O hospital mais próximo ficava em Recife, era madrugada e eu estava de táxi (viajar de madrugada já é perigoso imagina com um motorista desconhecido e sonolento). Tive que ficar ali aguardando um médico e a boa vontade das atendentes.Então disse pra Deus ``Deus eu estou totalmente dependente do seu favor, não tenho a quem recorrer``. Imediatamente entendi o quanto tenho depositado minha fé em bons hospitais, bons médicos e bons remédios!!! Foi uma grande lição. Afinal depender de Deus é o lugar em qe preciso permanecer pois é dele que vem o que preciso!!! Com essa experiência pude alinhar meu coração com o melhor de Deus pra mim: Depender do Seu favor.
Voltando ao questionamento ``teimosia ou determinação``, ainda não tenho a resposta, mas cheguei a conclusão que por teimosia ou por determinação valeu a pena as férias de muletas. Aprendi uma grande lição!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Férias de Muletas

Estou prestes a viver algo totalmente novo!!! Viajar de muletas com meus 2 filhos de 8 e 5anos sozinha. Que adrenalina!!!! Quero tirar desta experiência o máximo de aprendizagem possível. Como vai ser? Vou dar o meu melhor. Só quem já usou muletas sabe do que estou falando, afinal de muletas além da perna fraturada, as duas mãos ficam ocupadas, logo qualquer atividade que fazemos corriqueiramente (tomar banho, trocar de roupa, buscar um copo d`água, subir escada,entrar e descer de um carro, fazer malas....)se torna um desafio para o corpo e para mente!!! Enfim terei muitos desafios nos próximos dias...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Descobertas

Sáude não é apenas ausência de doença!!!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pensamento do dia

Eu não posso depender do que não depende de mim, eu só posso depender do que depende de mim!!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Conto II - O pai que era presente na vida da filha mas não educava

Contos fictícios mas cheios de verdade....


O pai que era presente na vida da filha mas não educava!

Certa vez atendi um casal em meu consultório que sua queixa era: nossa filha não nos obedece.
A menina tinha nove anos era uma garota inteligente e diria até que a mais interessante daquela família. O horário que tinha disponível para atendê-los era às 12:00h, horário ruim, eu sei, mas era o único que eu tinha disponível. Quando a família entrou em minha sala, a menina que estava pronta pra ir para a escola disse:``mãe eu tô morrendo de fome``. Pensei ``que tipo de mãe é essa que não alimentou sua filha antes de estar ali``, não como uma forma de julgar/condenar mas de obter dados para as hipóteses que todo terapeuta vai construindo ao longo de uma sessão.

O pai, com voz comedida baixa começou dizendo: ``doutora estamos aqui porque nossa filha não obedece, na minha casa é sempre uma gritaria. Paulinha (nome fictício) dorme a hora que quer, acorda a hora que quer, toma banho na hora em que ela decidir, assiste televisão até altas horas da noite, não nos obedece quando dizemos a ela para sair do computador e ainda por cima há 9 anos dorme em nossa cama. Eu trabalho o dia inteiro, minha mulher Sandra (nome fictício) não trabalha, estamos sem empregada e ela e minha filha brigam o tempo todo. Quando chego em casa a noite é um inferno.``

A mãe parecia irritadíssima com a filha e logo foi dizendo, numa voz acelerada: ``Mas a culpa não é só minha doutora, pois quando dou regras para Paulinha seu pai não me apóia, fica sempre do lado dela e contra mim, eu não agüento mais.``

Paulinha olhando tudo, percebendo tudo.
Enquanto eu pensava ``Paulinha manda na casa e na vida dos pais..... quanto poder para uma criança de apenas 9 anos``.

O pai dizia ainda, `` eu não entendo, sou um pai presente. Com meus filhos do outro casamento eu não fui um pai presente, mas com a Paulinha é diferente, saio com ela, vejo TV com ela, me preocupo com ela...``

Essa família padecia de um mal do nosso século, que afeta as famílias contemporâneas: a falta de hierarquia na família. Pais que são conduzidos pelos filhos, que estão com suas vidas voltadas para servi-los, satisfazê-los e aprisionados por isso.

Tantas outras coisas poderia eu abordar neste artigo, mas fico apenas com a pretensão de deixar ecoar nos ouvidos do leitor a pergunta: pra você este pai educava ou estava apenas presente? E você que tipo de pai é?

``Nossos filhos precisam de limites e para isso o casal precisa ocupar o primeiro lugar na prateleira da hieraquia`

Cláudia Lenz
Psicóloga
Terapeuta de Família

Conto I - A mulher que criou um ritual para amenizar a saudade que sentia da sua família

01.2010
Conto - ``A mulher que criou um ritual para amenizar a saudade que sentia da sua família
Arrisco-me ao meu primeiro conto!!!!!

Tem pessoas que por motivos vários vivem distantes de suas famílias.

Conheci uma mulher que saiu da casa dos seus pais ainda na adolescência para estudar fora. Na condição de estudante, dependente financeira e emocionalmente de seus pais mesmo longe, mantinha um ir e vir dentro da sua família, da sua cidade, da sua cultura.

Como adolescente, lógico queria mais ir do que vir!!!! Afinal na adolescência os filhos querem a tudo custo ser diferentes dos pais. Neste tempo, sobrava pouco tempo pra muita saudade de casa. Queria mesmo era experimentar ``coisas`` novas, comidas diferentes, novos hábitos, novos amigos, novo estilo de vida.

Fez faculdade, se apaixonou algumas vezes, cresceu, tornou-se jovem. Começou a trabalhar. Ficou independente finaceiramente, sabia que a família estava ali, mas queria mais do que a família podia dar a ela.

Entre tantos acontecimentos casou-se, mudou para bem longe de sua família, da sua terra. Nesse tempo pensou ``estou construindo minha família e agora preciso muito pouco da minha família de onde vim.Vou fazer uma família bem diferente da que tenho``. Como estava enganada aquela mulher!!

Seus filhos nasceram e ela, na nova experiência de ser mãe, se viu necessitada de sua família. Tanto tempo se passara.... Deixando de ser apenas filha, esposa, profissional e adentrando por esse novo mundo da maternidade se viu querendo sua família. Foi em busca de reconectar-se emocionalmente com a família de onde viera Quando digo conectar, quero dizer fazer as pazes com seu povo, sua terra, sua família, sua cultura.

Mesmo longe- fisicamente - da família, esta mulher passou a valorizar o que antes não dava a mínima, a paisagem do seu estado passou a ser a mais bonita, a comida a mais gostosa....

Neste último natal -2009- estive com ela. Sabe o que ela me contou?
Que no dia 25 depois de celebrar o natal com amigos, chegou em casa cheia de saudades da sua família, afinal no natal queremos estar entre os nossos.
Ela então pegou o canivete que foi de seu avô, pegou algumas laranjas sentou no chão da cozinha e como num ritual imaginário descascando e chupando as laranjas pode estar mais perto de sua família amenizando a saudade que sentia de tudo e de todos, juma vez que este era um hábito de sua família em dias normais. Hábito que registrado em sua memória naquele momento emanava lembranças e sentimentos tão bons.
Essa mulher de alguma forma encontrou em seus registros emocionais um lugar de conexão, de refúgio e aconchego que só a família pode nos dar.

Pergunto a você que está lendo este conto: Você tem em sua memória lembranças de sua família que em situações de saudades, distância podem te trazer refrigério, aconchego, paz? Se tem use quando precisar, se não ainda há tempo para construir.

Outra pergunta para você que é pai ou mãe: Você tem proporcionado a seus filhos lembranças nas quais no futuro eles, através destas lembranças, poderão se conectar a família?




postado por Cláudia Elisa, às 19:38